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Diário de uma Louca
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Mas não havia ninguém ali.
Ninguém com que eu pudesse contar. Ninguém disposto a abrir mão do sono para ouvir minhas queixas.
Ninguém que se importasse. Então eu virei pro lado e a dor veio. Rápida. Forte. Devastadora. Senti minha alma se rasgando ao lembrar daquelas palavras. E dói. Ainda dói.
Não há razão para lutar quando ninguém pode me salvar.

Incrível como eu só tomo no cu nessa vida



“Pobre desses rapazes, que tentam me fazer feliz.”
Maria Gadu  

Há 16 horas · 524 notas · reblog
originally animiciar · via animiciar


Há 17 horas · 3.273 notas · reblog
originally nevarias · via rockklyx
“E eu sou mais inútil do que eu imaginava”
Hospital dos Loucos. 

“Eu tentei te consertar e acabei me quebrando.”
Indefinível espinho de Ariel. (via extinta)

“Você conta cinco passos antes de morrer. Antes de atirar-se. Antes de. Você se debate entre paredes, entre ruas sujas, entre línguas imundas. Eu sinto. Eu sinto tudo. Quando você desvia. Quando você pula e quando ninguém vê. Quando soa frio enquanto está calor demais na grande metrópole solitária. Você conta cinco passos antes de atravessas a rua movimentada. Antes de beijar bocas envenenadas, antes de limpar-se com álcool. Há estradas nas sua mãos. Eu sei. Eu sinto. Tudo. Todos. As farpas da madeira entrando nas sua pele, os ecos do vazio quando o seu grito volta ainda mais forte. Eu te salvei semana passada, quando chovia e você ouvia legião urbana e tentava reproduzir a cena de clarisse. Mas você não é ela e não precisa se matar. Precisa-se apenas morrer. Porque há uma ligeira diferença de deixar-se morrer e apenas morrer. Se você for atropelada à noite num dia comum, a morte será previsível e os anjos não lhe receberão no céu. Então, conte dez passos na segunda-feira. Conte vinte e cinco passos na quinta-feira e confunda-os. Confunda-me para que eu não queira lhe puxar os pulsos e resgatá-la do arrastão. Antes da queda, você respira fundo e engole as lágrimas. Daqui eu sinto teu desespero sendo compassado, sendo disperso, sendo velado. Você arranca a roupa, estende os braços e começa a rir. Eu te entendo também. Há dias em que eu me encontro chorando e logo depois rindo, porque solidão diz assim ‘hoje vou ficar, amanhã não’. Você não sabe, porque não te conto, mas tem vezes que eu também decido que vou morrer. Falo rapidamente será hoje, e não posso, simplesmente, acontecer. Chuvas são premeditadas, meu bem; textos também o são. Como vou cortar-me sem despedir-me? De mim, eu digo. O ritual de falar, olha estou partindo pra uma melhor. Não não, é sobre você. Porque te vi correr sob os trilhos. Porque eu te vi chorando enquanto os fogos explodiam no céu. Porque te vi cogitando a possibilidade de alguma coisa dar errado. Porque você conta cinco passos antes de gritar, antes de te roubarem, antes de deixarem te sufocar. Você conta cinco passos antes de te expulsarem da festa, antes do mundo explodir, antes que eu te ame e não te deixe ir embora. Pro outro lado. Pra outra vida. Cinco passos pra te quebrarem os ossos e você sorri.”
Floresinexatas.  

theyre-more-than-scars:

And I’m so sorry.


“Segura a minha mão. Quem sabe assim você perde o medo do escuro, e eu da solidão.”
— Lázaro S. 

Há 17 horas · 371 notas · reblog
originally soluvio · via jove-m

Tem dias que eu gosto de me afastar, de não responder, de não conversar e isso não é nada pessoal. É apenas o meu jeito torto de viver.


fruir:

“Um homem com uma dor é muito mais elegante. Caminha assim de lado, como se chegando atrasado, andasse mais adiante. Carrega o peso da dor, como se portasse medalhas. Uma coroa, um milhão de dólares ou coisa que os valha. Ópios, édens, analgésicos. Não me toquem nessa dor. Ela é tudo o que me sobra. Sofrer vai ser a minha última obra.”

Paulo Leminski


Há 17 horas · 3.476 notas · reblog
originally quoteiros · via fruir

Há 17 horas · 68.261 notas · reblog
originally ma-lefic · via moan-s